Pediatria

O papel da escola no desenvolvimento oral infantil

Publicado em 11/01/2019

Com o nascimento de um bebê, também nascem um pai, uma mãe e uma série de aprendizados de ambas as partes. Os pais comemoram, vibram, com cada aprendizado da criança. Qualquer movimento novo do bebê é motivo da alegria. Quem não fica bobo ao ouvir “mamãe” e “papai” pela primeira vez? Mas, nem sempre esses momentos acontecem na mesma idade para todas as crianças e isso não quer dizer necessariamente que você precisa se preocupar. A fonoaudióloga especialista em desenvolvimento infantil, Raquel Luzardo, explica que cada indivíduo tem seu tempo e existem alguns meios de descobrir se seu filho está ou não atrasado para falar.

 

A especialista afirma que a escola é uma das principais aliadas no desenvolvimento dos pequenos. Para ela, mesmo que a criança ainda não tenha um vasto vocabulário ou mesmo que ainda não fale, o contato com outros indivíduos da mesma faixa etária e adultos diferentes é estimulante. “Quando está fora de casa, com pessoas diferentes e que não atenderão a mímicas e gestos, a criança é forçada a falar. Ela aprende que é falando que se demonstra qualquer insatisfação ou vontade.”

 

Os primeiros três anos de vida, segundo Raquel, são os mais intensos na aquisição de habilidades de linguagem e fala, mas que já nessa fase é possível que a criança apresente algum atraso. “Não existe uma regra que diga quando é preciso levar a criança para uma avaliação fonoaudiológica. O recomendado é não esperar para que qualquer tipo de problema possa ser diagnosticado o quanto antes”, destaca a profissional.

 

Alguns marcos do desenvolvimento podem ser um parâmetro para saber se seu filho está se desenvolvendo bem ou se é necessário buscar ajuda profissional. “Entre o 6º e 9º mês é quando começam os balbucios. Com 18 meses é esperado que a criança com desenvolvimento típico tenha um repertório amplo de palavrinhas. Aos dois anos, no entanto, começam a surgir frases de duas palavras como ‘eu quero’, ‘quero mamar’, ‘quero comer’. Já quando completam os três anos, a criança passa a narrar como foi o dia na escola, respondem perguntas e tem os sons da fala adquiridos quase em sua totalidade”, diz Raquel.

 

 

 

Como incentivar a comunicação oral nas crianças

 

Um dos principais objetivos dessa etapa de escolaridade é justamente ampliar a fala infantil em contextos comunicativos. As frases ditas pelas crianças com trocas e discordâncias são comuns na sala de aula. É ideal que, logo após os pequenos se expressarem, o professor fale corretamente, oferecendo um modelo de resposta. Nessa troca sutil, eles aprendem as palavras adequadas sem se intimidarem.

 

 

Alguns erros comuns

 

Diferentemente do que grande parte dos adultos gosta de fazer, não é correto recorrer a diminutivos ou termos infantilizados durante as conversas com os pequenos. Esse tipo de atitude gera um diálogo artificial e se baseia no princípio de que eles não entendem nada do que está sendo falado. Não se deve minimizar a capacidade deles de participar desse mundo novo que se apresenta.

 

 

Sobre Raquel Luzardo

Raquel Luzardo é fonoaudióloga, especialista em linguagem e desenvolvimento infantil, diretora da Clínica FONOterapia, atua há mais de 18 anos em atendimento de crianças, orientação familiar e assessoria escolar. Casada com o Yan e mãe do Gabriel, acredita que a comunicação é a ferramenta para as relações acontecerem de forma plena e feliz!

 

 

 



Postado por: Da redação - com informações Manuella Tavares

Compartilhe

Comentários

 
Publicidade:
LiLi

Psicanálise no Divã