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É primavera: especialista orienta como se proteger das alergias respiratórias durante a estação

Publicado em 18/10/2017

Foto: Rogério Edgar Maas 

A primavera chegou e, como ocorre todos os anos, muitas pessoas passaram a encarar sintomas como olhos, nariz e garganta irritados, espirros incessantes e muita tosse. Além de ser a época dos dias mais longos e ensolarados, a primavera traz consigo o pólen que circula pelo ar e resulta em um dos problemas mais comuns da temporada: as alergias respiratórias.

A pneumologista e alergista Caroline Bernardes, do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau, explica que normalmente na primavera há floração de diversas árvores, o que pode piorar os sintomas de alergia em pessoas sensíveis ao pólen. "Em pessoas alérgicas, o pólen desencadeia um processo inflamatório em toda a mucosa respiratória, iniciando no nariz e evoluindo para os brônquios em alguns casos", explica a especialista.

Segundo ela, os primeiros sintomas costumam ser coceira no nariz, coriza diária, obstrução nasal e espirros frequentes. Além disso, podem estar associados sintomas de conjuntivite alérgica como coceira no olho, lacrimejamento, vermelhidão e queimação ocular. "Se houver asma, a pessoa apresentará tosse, falta de ar e dificuldade de realizar atividades físicas. As crises dependem do controle da gravidade da alergia que a pessoa apresenta e como está realizando o tratamento preventivo", comenta a médica.

Ambientes ventilados e acompanhamento médico

Caroline destaca que a chegada do calor e a maior concentração de ácaros de poeira no ar também ajudam a agravar o problema. Para evitar incômodos, ela recomenda deixar os ambientes bem arejados, evitar locais muito fechados, evitar o uso de tapetes, carpetes, cortinas (principalmente no quarto) e utilizar capas antialérgicas de colchão e travesseiro.

Já durante o tratamento, lavar o nariz com soro fisiológico é essencial para pacientes alérgicos. Mas atenção: a pneumologista não indica o uso de descongestionante nasal. "Ele não trata a doença, apenas provoca um alívio passageiro. Também pode causar o que chamamos de rebote — quando horas após o uso os sintomas de obstrução nasal voltam com muito mais intensidade", esclarece.

Para aliviar os sintomas e prevenir as crises, a especialista indica duas medidas: "Realizar o tratamento de prevenção e o acompanhamento médico regular", finaliza.

 

Fonte: Camila Iara/Presse Comunicação Empresarial

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