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Novembro azul: uma campanha para todo tipo de homem

Publicado em 02/11/2017

Nada de preconceito, precaução é a palavra quando o assunto é saúde. Com o objetivo de conscientizar a população sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata, foi iniciada mais uma Campanha Novembro Azul. A ação é organizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e ocorre em vários locais do País. O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. Segundo a SBU, o câncer de próstata mata uma pessoa a cada 38 minutos no Brasil. Somente entre 2016 e 2017, 61,2 mil novos casos foram estimados pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). 

O médico urologista, Dr. Felipe Hofmann Barbeta, de Blumenau, afirma que há um aumento no número de homens que estão procurando se informar, fazer os exames, principalmente durante a Campanha Novembro Azul. “Por alguns fatores culturais ou mesmo por preconceito, no geral, os homens não têm o hábito de cuidar da saúde como as mulheres, mas este cenário está se transformando aos poucos. Os homens estão querendo manter uma boa qualidade de vida e por isso estão mudando esses costumes”, explica.

Barbeta acrescenta que, por não terem o hábito de fazer os exames, muitas vezes, os homens procuram o especialista quando já estão com problemas, o que exige tratamento muito mais intenso. “Seria muito mais fácil se o diagnóstico ocorresse no início. Não só no caso do câncer de próstata, mas na questão das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), do câncer de bexiga, entre outros problemas”, complementa.

De acordo com o médico, muitas vezes os homens só vão ao urologista porque a mulher fez o exame preventivo e apareceu alguma alteração, alguma DST ou qualquer outra coisa.  

Acesso à informação

Aos poucos, os homens estão aumentando seu interesse pela busca de informação. O especialista diz que a seccional da Sociedade Brasileira de Urologia de Santa Catarina realiza um trabalho de promoção da saúde do homem do campo em cidades do interior. Os municípios de Santa Terezinha, Campo Belo do Sul e Leoberto Leal já receberam o evento, que no próximo dia 23 ocorre na cidade de Bonifácio.

 

Tipos de exame

Barbeta conta que o exame de sangue e o de toque se complementam e que ambos são importantes para o diagnóstico ou para a certeza de que não há nenhum problema com a próstata. “Esses dois exames juntos dão o indicativo e, dependendo do resultado de ambos, o paciente é encaminhado para uma biópsia, que é de fato onde é feito o diagnóstico e confirmado se há ou não o câncer”, conta.

Ao mesmo tempo, o resultado normal dos exames de toque e de sangue afasta a possibilidade da presença da doença. Os exames são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde e o médico diz que – embora não trabalhe no âmbito da saúde publica – pelo que ele acompanha, em Blumenau, especialmente, tem-se uma assistência muito boa nesse sentido.

 

Idade para fazer os exames

Segundo o urologista, não há uma idade estabelecida para fazer os exames de rotina. O ideal é que, a partir dos 18 anos, o jovem faça a cada dois ou três anos os exames gerais para ver como está o seu organismo. Mas a partir dos 50 anos é preciso procurar anualmente o urologista para fazer os exames do câncer de próstata.

Barbeta diz que os homens com maior probabilidade de desenvolver esse tipo de câncer devem procurar o especialista mais cedo, a partir dos 45 anos. São eles: os homens com histórico de câncer na família, os homens da raça negra (os negros têm 60% a mais de chance de serem diagnosticados) e os homens que tenham algum sintoma na parte genito-urinária (inflamação urinária, entre outros).

Imagem: Sociedade Brasileira de Urologia  



Postado por: Josiane Caitano

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