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AVC: conheça as causas e riscos

Publicado em 24/12/2017

Cerca de 68 mil pessoas morrem anualmente no Brasil vítimas do Acidente Vascular Cerebral (AVC). A doença representa a primeira causa de morte e incapacidade no País, gerando grande impacto econômico e social. Em todo o mundo são atingidas cerca de 16 milhões de pessoas e, dessas, 6 milhões morrem.

O neurologista da Unimed Blumenau, Guilherme Mendonça, explica que o AVC, popularmente conhecido como derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou um rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro, gerando uma desorganização celular local.

O médico conta que existem dois tipos de AVC: 80% dos casos são classificados como Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, onde ocorre uma obstrução arterial, evoluindo para o infarto cerebral; e os outros 20% são classificados como Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico e acontece quando a artéria é rompida, ocorrendo extravasamento de sangue no cérebro.

"Os sintomas são parecidos para os dois tipos: alteração na fala, dificuldade de mobilização ou sensibilidade de um lado do corpo, perda visual súbita e/ou paralisia da face. Sua incidência é maior após os 65 anos, dobrando a cada década após os 55 anos de idade", esclarece Mendonça.

São mais incidentes em pessoas com histórico de hipertensão arterial, diabetes, altas taxas de colesterol e triglicérides, tabagismo e álcool, sedentarismo e portadores de doenças cardiovasculares. A idade e o sexo são fatores não modificáveis, sendo mais comuns nos homens de raça negra. 

O especialista alerta que os cuidados para prevenção do AVC são os recomendados para qualquer doença: ter uma alimentação balanceada, atividade física regular, consultas periódicas com seu profissional de saúde, evitar uso de drogas, manter rotina de sono regular e atividades que faça a pessoa relaxar.

O neurologista destaca que "existem tratamentos de até 4 horas e meia após o AVC, por isso a importância da identificação rápida e da pronta transferência ao hospital. Neste tempo, se a pessoa não tiver contraindicações, pode-se fazer o uso de um medicamento chamado trombolítico, para tentar dissolver o trombo na artéria. Nos casos que passam o tempo necessário para tentativa de tratamento, realizam-se apenas medidas clínicas, de prevenção secundária e de reabilitação. A pessoa pode ficar com sequelas motoras, sensitivas, visuais ou de fala".

O frio pode aumentar o risco de infarto cardíaco e de AVC. A incidência de infarto aumenta 30% e de AVC em 20%. O clima libera substâncias que contraem as artérias para reter mais calor e ajudar o resto do corpo a enfrentar as baixas temperaturas. Em contrapartida, esse mecanismo aumenta a espessura dos casos sanguíneos. Isso dificulta a circulação e aumenta consideravelmente o esforço que o coração precisa fazer para bombear sangue.

 

Fonte: Bruna Gabriela/Presse Comunicação Empresarial 

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