Saúde no Vale

Visitas de cães proporcionam momentos de alegria e descontração a idosos de um asilo em Blumenau

Publicado em 21/12/2017

Só quem tem um amigo de quatro patas para saber o amor e a alegria que eles proporcionam. Desde 2013, o´projeto TrapaPet realiza intervenções assistidas por cães com pacientes de Blumenau. A ideia diferenciada é desenvolvida pelos Trapamédicos, que há 11 anos realizam visitas em hospitais da cidade. Os palhaços conhecidos como "doutores em besteirologia" logo conquistaram a simpatia dos pacientes e profissionais de quatro instituições da cidade.

Em 2017, os quatro cães que foram treinados pela equipe impactaram mais de 110 idosos da Casa São Simeão, além de 70 pacientes da Ala Psiquiátrica do Hospital Santa Catarina, ambos em Blumenau (SC). E o resultado não poderia ser diferente: momentos de descontração, ambiente leve e acolhedor, além de muito amor em cada uma das visitas.

Marília Prado, voluntária desde o início do projeto, destaca que o objetivo do grupo é que tanto os animais quanto os voluntários estejam prontos para servir e levar um pouco de si para quem precisa. "Muitos idosos recebem visitas esporádicas e nem sempre a família está por perto. Os cães se tornam seus melhores amigos e a cada domingo que passamos com eles, sentimos que a rotina dessas pessoas ganha mais sentido, mais alegria", diz.

Antes de iniciar a visita, cada animal passa por um intenso processo de treinamento, para que esteja apto a interagir com os idosos e pacientes. As visitas à Casa São Simeão, que ocorrem sempre aos domingos, são recheadas de alegria. "Eles já ficam esperando pela próxima data e nos pedem para voltar. Nem sempre é um momento fácil para os voluntários, porque vemos muitos idosos em situações difíceis, seja de saúde ou emocional. Deixamos um pouco de nós e dos pets e levamos um pouco deles, que nos recebem com amor e desejo de atenção", destaca Marília.

Para que um cão seja selecionado pelo TrapaPet, ele precisa atender a alguns requisitos. Deve ser dócil, castrado, ter entre um ano e meio e cinco anos e o tutor do animal também passa por treinamento antes de começar a visita. "É um trabalho muito sério, que exige dedicação. Prezamos por fazer o bem da melhor maneira e deixar um ambiente mais leve do que o encontramos ao chegar", finaliza a voluntária.

Informações: Sabrina Hoffmann/Melz Assessoria de Imprensa 

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